BANDEIRA NACIONAL

Paulo Aguiar
Em 18/10/88

Verde...
Matas longínquas
De txucarramãe e cuicuro

Amarelo...
Desespero de um povo
Que vai às matas do Pará
Lutar por uma pepita
Ao invés de se libertar

Azul...
O céu que a tudo cobre
Desde o nobre ao plebeu
Desde o hipócrita ao ateu

Branco...
Vazio de consciência
Na inconseqüência
De falsos juros

Parece brincadeira
Mas tem estrelas que
Não mostram mais seu brilho
Pois têm medo de se apagar

Ser patriota é lutar
Ser idiota é aceitar
Ordem e progresso?
Até quando esperar?

Vire a página.